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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

What the Water Knows - o significado místico da água nas músicas de The Doors e Florence + The Machine


Um estudo sobre o significado místico da água nas músicas de The Doors e Florence + The Machine


originalmente publicado em meu blog pessoal

A terra é o berço e o sepulcro final para nós, pois dela vivemos, dela viemos e para ela retornaremos. Mas o que dizer da água?
Semelhante a Terra, ela é um berço, mas um berço maior, mais abrangente, se for verdade o que os cientistas defendem tão veementemente que a vida começou na água.
Para Arte a água assume uma intensa conotação espiritual, alguns dos referenciais mais fortes talvez sejam, na ficção, o suicídio icônico de Ofélia em Hamlet de Shakespeare e, na vida real, o suicídio de Virginia Woolf. A água que trouxe a vida é a mesma que trás a morte, o nêmeses tão desejado para certos seres atormentados.

Nicole Kidman como Virginia Woolf em The Hours

Na religião, a água é louvada universalmente – seja a água benta para cristãos ou o rio Ganges para o hinduísmo – e assume de forma ainda mais forte a idéia de conectora – em algum nível – com o divino.

Na música, foram duas canções que amo que me despertaram a consciência para essa forte conexão entre a água e a alma, ou pelo menos a parte lírica da mente humana, que são Yes, The River Knows da banda norte-americana The Doors e What the Water Gave Me do grupo britânico Florence + the Machine.

Em linhas gerais, ambas as músicas têm essências semelhantes. Falam sobre sacrifício, sobre passagem e sofrimento, embora possam assumir outros sentidos dependendo da interpretação.
Na canção dos Doors, o trecho de abertura é o seguinte:

Please believe me
Por favor, acredite em mim
The river told me
O rio me contou
Very softly
Muito de leve
Want you to hold me, ooo
Que quer que você me abrace

Pelo modo como Morrison canta, dotado de uma suavidade fatalista, parece um apelo. Apelo por clemência, por uma última chance ou, quem sabe, apenas por um pouco de afeto.
No começo da música da britânica Florence Welch, nota-se uma leve semelhança:

Time it took us
O tempo nos levou
To where the water was
Para onde estava a água
That’s what the water gave me
Foi isso que a água me deu
And time goes quicker
E o tempo passa mais rápido
Between the two of us
Entre nós dois
Oh, my love, don’t forsake me
Oh, meu amor, não me abandone
Take what the water gave me
Leve o que a água me deu

Embora a abertura seja mais longa que na música do Doors, percebemos também o mesmo apelo. Talvez mais desesperado e intenso, enquanto o eu-lírico também declama sobre o que a água lhe deu. Também vemos por essas primeiras estrofes que para Jim Morrison & Cia, o rio adquire uma faceta ligeiramente mais personificada, como um ser com vida própria. Para Florence, a água está funcionando como um elemento com conotações transcendentais.
No seguimento da música composta por Jim, vemos o entoar de algo que se assemelha a um mantra, não que as palavras sejam litúrgicas, mas pelo fato de o cantor as pronunciar como se estivesse orando, com uma cadência incrivelmente suave:

Free fall flow, river flow
Fluxo da cachoeira, fluxo do rio
On and on it goes
sempre em frente
Breath under water ’till the end
Respire embaixo d’água até o fim
Free fall flow, river flow
Fluxo da cachoeira, fluxo do rio
On and on it goes
sempre em frente
Breath under water ’till the end
Respire embaixo d’água até o fim
Yes, the river knows
Sim, o rio sabe

É quase impossível, para mim, não pensar numa metáfora suicida nas palavras acima – principalmente em “Breath under water ’till the end” – de alguém que aceita entregar o corpo e a vida ao rio – “Free fall flow, river flow/ On and on it goes” – e que acredita na supremacia do Rio, que parece agir como uma entidade que aceita um sacrifício – “Yes, the River knows” embora também possamos assumir uma referência espiritual ou até mesmo existencial, com o fluxo do rio representando a passagem das experiências nas vidas ou sobre o amadurecimento da alma.

A coincidência do verso seguinte que o refrão da música de Florence seguir a mesma linha é quase irônica:

Lay me down
Deite-me
Let the only sound
Deixe que o único som
Be the overflow
Seja o transbordamento
Pockets full of stones
De bolsos cheios de pedras

A própria cantora declarou que a música foi inspirada pelo suicídio de Virginia Woolf – que se matou na manhã de 28 de março de 1941, entrando com os bolsos cheios de pedras no rio Ouse. Nas palavras de Florence, não há metáfora nenhuma, a referência do suicídio é clara e onipresente.

As partes posteriores de ambas as músicas parecem sair do elemento aquático para se focar nos sentimentos dos eu-líricos de cada canção, majoritariamente focados no desespero. Na música dos Doors, há o seguinte trecho:

Please believe me
Por favor, acredite em mim
If you don’t need me
Se você não precisa de mim
I’m going, but I need a little time
Estou indo embora, mas preciso de algum tempo
I promised I would drown myself in mystic heated wine
Prometi que iria me afogar em vinho místico aquecido

Aqui há um pedido de postergação do abandono. A voz da música – a rouca, sensual, cavernosa voz de Morrison – clama por mais algum tempo, apenas poucos momentos – seja para aproveitar a companhia do outro que será abandonado ou para se preparar para o sacrifício. Aqui o Rio se transforma, a substância da água se torna mais que meramente o líquido transparente e adquirindo uma conotação claramente mística – “I promised I would drown myself in mystic heated wine” – e tornando-se um veículo do transcendental ao promover a passagem do eu-lírico para um outro nível, aquém da angústia.



 Jim, Florence and the Water


Os versos de Florence Welch seguem dessa maneira:

And don’t pour at us
E não derrame sobre nós
The world’s beast of a burden
O fardo selvagem do mundo
You’ve been holding on a long time
E você já está aguentando há muito tempo
And all this longing
E toda essa saudade
And the shields are left to rust
E os escudos ficam para enferrujar
That’s what the water gave us
Foi o que a água nos deu

Na voz da fada ruiva da Bretanha, há uma expressão semelhante, a demonstração de alguém desgastado por várias experiências e que se vê longe da paz tão almeja, junto de alguém – se você tomar o verso “You’ve been holding on a long time” numa óptica intimista, ou seja, do eu-lírico falando por si, mas com alguém –, diferente dos versos Morrisonianos, porém não há a evidência clara de um abandono iminente, embora também haja sugestão de infelicidade.
Há duas estrofes a mais na música da britânica:

‘Cause they took your loved ones
Porque eles levaram nossos amados
But returned them in exchange for you
Mas os devolveram em troca por você
But would you have it any other way?
Mas você faria de outra maneira?
Would you have it any other way?
Você faria de outra maneira?
You could have had it any other way
Você poderia ter feito de qualquer outro jeito


‘Cause she’s a crueller mistress
Porque ela é uma senhora cruel
And the bargain must be made
E a barganha deve ser feita
But oh, my love, don’t forget me
Mas oh, meu amor, não se esqueça de mim
When I let the water take me
Quando eu deixar a água me levar

Na primeira parte, parece haver uma reflexão mais geral sobre as pessoas que morreram na água – evidenciando a natureza ambígua do elemento; capaz de trazer redenção em sua tranqüilidade tanto quanto destruição em sua fúria – e a segunda parte torna-se novamente pessoal, enquanto dissertando sobre um sacrifício – “And the bargain must be made” sobre a dama cruel do verso anterior, que parece ser uma referência a Virginia Wolf – tanto quanto sobre a entrega pessoal “When I let the water take me”, que parece dialogar diretamente com o verso de Jim “I promised I would drown myself in mystic heated wine”.
A finalização da música da britânica é a repetição do mantra subaquático;

Lay me down
Deite-me
Let the only sound
Deixe que o único som
Be the overflow
Seja o transbordamento
Pockets full of stones
De bolsos cheios de pedras

O encerramento da canção da banda norte-americana também é uma repetição das suas três primeiras estrofes, com algumas diminuições:


Please believe me
Por favor, acredite em mim
The river told me
O rio me contou
Very softly
Muito de leve
Want you to hold me, ooo
Que quer que você me abrace


I’m going, but I need a little time
Estou indo embora, mas preciso de algum tempo
I promised I would drown myself in mystic heated wine
Prometi que iria me afogar em vinho místico aquecido


Free fall flow, river flow
Fluxo da cachoeira, fluxo do rio
On and on it goes
sempre em frente
Breath under water ’till the end
Respire embaixo d’água até o fim
Free fall flow, river flow
Fluxo da cachoeira, fluxo do rio
On and on it goes
sempre em frente
Breath under water ’till the end
Respire embaixo d’água até o fim

Esses finais têm em comum o abandono de toda a esperança e a entrega absoluta, total ao único meio que poderia trazer paz aos espíritos dos eus-líricos atormentados das canções – o mesmo meio de Ofélia, Virginia Woolf e tantos outros – a água.

Ofélia de Paul Delaroche

As músicas despertam diferentes sensações e são bastante diferentes; a do Doors é mais suave e com um ritmo solene e litúrgico, a de Florence é mais desesperada e com uma balada selvagem e pagã, mas ambas são, essencialmente, fatalistas, filosóficas – pois inevitavelmente o fluxo de um rio ou da água em si mesma nos lembra o correr de nossas vidas, tão turbulentas quanto um mar revolto – e evocam uma transcendência inevitável.

Por Yasmim Deschain

Para conferir:



The Doors - Yes, the river knows


Florence + the Machine - What the Water Gave Me


Jim Morrison & The Doors w/ What the Water Gave Me

sábado, 7 de janeiro de 2012

O Fundo

Nota: Esse texto é de um Flow chamado Júlio César, que gentilmente me permitiu postá-lo aqui! Espero que vocês gostem.

 What the Water Gave Me - Frida Kahlo

Possivelmente a entrada para o fim do túnel começa bem no lugar que você menos pode esperar. O meu parece água. Um grande mar, que as colorações verdes se misturam com as azuis, fazendo uma cor estranha, que as leis da física não podem explicar.
Essa cor é rubra. Parece sangue. Eu estou deitado nela como uma marionete sem cordas. Não consigo me mexer. Há água na minha boca, mas eu não me incomodo.
O primeiro suspiro me faz doer o estômago. Sinto algo subir em mim. Algo estranho. Redondo.
Suspiro antes da bolha que estava no meu ser escoar pela minha garganta e parar na minha frente, brilhando pelo mar vermelho em que eu me encontrava.
Era uma bolha amarelada. Estéril ao mesmo tempo. Ela paira na minha frente, ameaçando explodir a qualquer momento.
Eu hesito. Não sabia se era certo deixar que ela fosse embora, explodisse e me deixasse.
Antes mesmo de fazer algo, eu só vejo a bolha na minha frente explodir e um grande barulho sacudir toda a esfera na qual eu vinha a me encontrar.
Foi aí que eu descobri o que era aquela esfera.
Era uma parte de mim. Um grito de sofrimento que eu escondia todo o tempo.
E agora eu estava livre para morrer. Para viver. Para entregar-me para os demônios que há tanto me perseguiam. Para talvez vir a queimar por minhas mentiras ditas. Para as minhas meias-verdades.
Mas mesmo assim eu não me liberto. Apenas afundo mais em meu oceano de dor.
Embora eu esteja triste por estar no fundo, eu não consigo ver as coisas que me deixavam tristes antes. É como se o fundo fosse a paz que eu nunca tive.
O fundo do poço.
O fundo eterno no qual eu me encaixo.

 texto de Júlio César originalmente publicado aqui.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Florence + The Machine opening the Harrods Winter Sale - Videos.

Our stunning girl opening the sale time at the Harrods <3 Flo performed Shake It Out, What the Water Gave Me and Highlights

Nossa deusa na abertura oficial da temporada de compras do Harrods <3 Flo cantou Shake It Out, What the Water Gave Me and Highlights


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Florence + The Machine - KROQ AAC 2011

Sorry for the absence! Things are going crazy around me! But here's Florence and her machine on the KROQ AAC 2011 for you <3

Desculpem a ausencia! Tudo anda tão louco na minha vida! Mas aqui está Florence e a Máquina no KROQ AAC 2011 para vcs <3

Tracklist:

1-Only  If For a Night
2-What the Water Gave Me
3-Never Let Me Go
4-Dog Days are Over
5-Shake It Out
6-Rabbit Heart (Raise It Up)
7-No Light, No Light


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Conexões

NOTA: Esse foi um depoimento da minha amiga Laise que recebi no Facebook. Achei tão lindo que ñ pude resistir e tive que postar aqui =)



 
Curioso como tudo se interliga. Há uns anos atrás eu tive a oportunidade de escolher um fotógrafo para fazer um trabalho na faculdade, e meu trabalho foi sobre Julia Margaret Cameron. Nesse trabalho, pesquisei feito louca não só a biografia dela, como também sobre a Irmandade Pré-Rafaelita, de que ela fazia parte, e sobre os temas que ela fotografava (Ophelia, mito arturiano, Alice Liddell, Beatrice...) e nessa brincadeira muitas pontas desdobram-se, Lady of Shallot, um poema escrito por Tennyson, que era da Irmandade, cantado por Lorreena McKennitt, e mais tarde Emilie Autumn também fez uma versão. No meio do processo, em que eu descobria que milhões de coisas que eu amava e me identificava tinham tudo em comum e estavam interligadas, descobri que Julia Cameron era tia de ninguém menos que Virginia Woolf.
O trabalho seguinte, da mesma matéria, foi sobre um filme e eu escolhi The Hours. As interligações jamais terminavam, em que Virginia misturava-se com Nimue e com Ophelia na minha cabeça... e todas elas me lembravam Mona Mayfair. Foi nessa época que eu fiz o fake de Mona Mayfair que me levou a no futuro criar a Congregação dos Articulados.
Também associo muito a figura de Laura Brown com Clarice Lispector, quando a segunda fala sobre abandonar aquilo em você que faça mal a você e aos outros, e com isso cortando a própria força. "Ouça: respeite o que é ruim em você. Respeite sobretudo aquilo o que você acredita ser ruim em você. Não tente fazer de si mesma uma pessoa perfeita, não copie uma pessoa ideal, copie você mesma. Esse é o único meio de viver."
Tudo se liga. E Florence... Florence se parece fisicamente com Virginia, você não acha? Algo na forma do nariz e do maxilar. E What The Water Gave Me é como que o hino de todas essas mulheres trágicas, tentando encontrar a si mesmas e se perdendo com tanta frequência em seus labirintos internos. Mas -- Never Let Me Go, I'm not giving up, I'm just giving in.
 

sábado, 26 de novembro de 2011

O que a água me deu

Nota: Esse é um texto do Marcos, Flow apaixonado pela Florence como todos nós. Esse texto ele escreveu inspirado em What the Water Gave Me. Aqui estou só reproduzindo o post original =) Enjoy it \o

*


*



Para Ofélia.

- Quem é você? – Ela me perguntou naquela noite.

- Sou sua consciência. Seu anjo da guarda – respondi.

Mas talvez essa não seja a melhor maneira de começar essa estória...

Era uma vez uma garota que já não era menina, tampouco era mulher. Ela não era, pois vivia fora do tempo, no meu tempo, e nem mesmo eu sei como conseguiu tamanha proeza. Seu nome? Ela tinha vários. Alice, Helena, Laura, Maria, Joana... Mas vamos chamá-la de Ana. Só Ana.

Ana viveu boa parte de sua vida dentro das regras, ela era o orgulho de seus pais e suas mães. Só tirava boas notas quando esteve na escola, falava várias línguas, tocava alguns instrumentos e ainda fazia trabalhos voluntários.

Pessoas são influenciáveis. Sim, todas elas. Mas não Ana. Ela tinha sua própria opinião. Ouvia novas idéias, registrava, pesquisava, estudava e decidia. Portanto, estão errados aqueles que disseram que foi influencia de amigos. Não foram os amigos. A semente do mal veio com o vento e se instalou em seu coração puro. A culpa é do vento.

“O que está acontecendo com você?” seus pais e mães perguntavam.

“Eu só quero mudar” ela respondia.

E ela mudou. Mudou seu guarda roupa, usou os mais excêntricos cortes de cabelo e todas as cores de maquiagem. Mudou seu estilo de música, mudou de casa, de carro, de nome, mas ainda era Ana. Só Ana.

Eu já estava perto dela nesse tempo. Algumas das escolhas que ela fez foram sussurradas por mim. Eu a fiz conhecer as pessoas certas e procurar nos lugares certos. Ela se tornou uma amante cruel, imperfeita... Foi quando clamou por mim pela primeira vez.

Não a respondi de imediato, é claro. Ela precisava se alimentar.

Ana sugava segredos e não os dividia. Quando estava pesada o suficiente, quando enxergava em vermelho e sentia cheiro de maçãs pela manhã eu me fiz visível.

- Quem é você? – ela me perguntou naquela noite.

- Sou sua consciência. Seu anjo da guarda.

Ana acreditou em mim.

- Você sabe? – Ela perguntou, só pra ter certeza.

- De tudo.

Nos arrastamos pela cidade. Ela estava muito pesada em meus braços, e quando não conseguia andar eu a carregava nas costas.

- É aqui – sussurrei, gentilmente.

O sol estava nascendo e seu reflexo brilhava nos olhos de Ana e no rio que rugia a alguns metros abaixo dela.

- Não há perdão – ela falou baixinho. Eu concordei com um gesto.

A gravidade machucava.

- Você sabe o que fazer – eu disse.

Então ela escorregou, e todo o peso que ela carregava a puxava cada vez mais para baixo na água gelada.
Primeiro sentiu o cheiro das maçãs, depois ouviu a água invadir seus pulmões.  Ela achou que eu era o sol brilhando através da morte, dizendo adeus enquanto todos os segredos escorriam de seu corpo.
*
What the Water Gave me


 *

escrito por Marcos Wesley

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Live at Hackney Empire - "Ceremonials" Launch Show

Celebrating the "Ceremonials" release, I'll post here the Launch Show for the new album. The show happened at Hackney Empire (London) in October 25.

Celebrando o lançamento de "Ceremonials", vou postar o show promocional do álbum. Aconteceu no Hackney Empire (Londres) em 25 de outubro.

Lover to Lover


Shake It Out


What the Water Gave Me


Raise It Up (Lungs)


Cosmic Love(Lungs)


Dog Days Are Over (Lungs)


Heartlines


No Light, No Light


Never Let Me Go


Spectrum


Leave My Body


Only If For a Night

"Ceremonials" Day

Today is "Ceremonials" day! I know it's Halloween & Samhain (Celtic New Year), but today is the official releasing of Florence + the Machine's new album. The album shows the dark side of the red-haired girl and her machine, the work is heavier and stronger than the first album "Lungs". Don't forget: buy the Official Version of the album. I'll do that tomorrow, probably <3
Check out the track list for the Deluxe Edition

Hoje é o dia de "Ceremonials"! Também é Halloween & Samhain (ano novo celta), mas é a data de lançamento do novo CD de Florence + the Machine. O álbum mostra o lado negro da ruiva poderosa e sua máquina, numa batida mais pesada e mais forte que a do primeiro álbum "Lungs". E não esqueçam de comprar a versão oficial do álbum. Eu provavelmente comprarei a minha versão Deluxe amanhã!
Vejam abaixo o faixa por faixa do Deluxe Edition




01 - Only If For A Night
02 - Shake It Out
03 - What The Water Gave Me
04 - Never Let Me Go
05 - Breaking Down
06 - Lover To Lover
07 - No Light, No Light
08 - Seven Devils
09 - Heartlines
10 - Spectrum
11 - All This And Heaven Too
12 - Leave My Body
13 - Remain Nameless
14 - Strangeness And Charm
15 - Bedroom Hymns
16 - What The Water Gave Me (Demo)
17 - Landscape (Demo)
18 - Heartlines (Acoustic)
19 - Shake It Out (Acoustic)
20 - Breaking Down (Acoustic)

Preview & Official Single (Preview e Single Oficial):
What the Water Gave Me - http://www.youtube.com/watch?v=am6rArVPip8&ob=av3e
Shake It Out - http://www.youtube.com/watch?v=WbN0nX61rIs&ob=av3e